Os títulos de crédito evoluíram ao longo do tempo e o que antes se pautava na confiança passa a ser solidificado em uma cártula, facilitando a comprovação da relação de crédito e popularizando ainda mais este instrumento.

Hoje vamos analisar a principal finalidade dos títulos de crédito e como ele popularizou a circulação de riquezas.

Evolução dos Tìtulos de Crédito

No início de tudo, no estado de natureza, era feito pelo uso da força e não existia a distinção daquilo que seria de um ou do outro.

Com o desenvolvimento da sociedade e a evolução da comunicação humana o uso da força, ou seja, o hábito de tomar do  outro aquilo que se precisa foi substituído pela troca. As pessoas passaram a trocar itens de necessidade umas com as outras.

Com o aparecimento dos metais preciosos as trocas passaram a ganhar valor e a circulação de bens começou a ganhar força.

A troca de mercadorias com metais preciosos, tempos depois, trouxe alguns problemas como saques, roubos, grande diversidade na forma de pagamento, dentre outros detalhes que ressaltaram a necessidade da criação dos Títulos de Crédito representado pela cártula. 

Na sua forma primitiva, os títulos de crédito se pautavam na confiança, o que foi sendo substituído por outros métodos conforme o passar dos anos.

Títulos de Crédito e a circulação de riquezas

Os títulos de crédito foram criados para facilitar a circulação de riquezas. O crédito foi aperfeiçoado conforme às necessidades do comércio para propiciar a solidez e segurança nos negócios.

A circulação de riquezas é intensificada conforme o título passa a ser endossado.

O endosso trata-se de um modo de transferência do direito contido no instrumento creditório.

O endossante se responsabiliza em pé de igualdade (solidariamente) com os demais obrigados de regresso.

Quando o título parar nas mãos do endossatário, ele irá adquirir todas as garantias constantes no título.

Vale ressaltar que as exceções do emitente ou dos obrigados primitivos não são passadas ao endossante, pois no endossatário existe uma autonomia, ou seja, um desligamento da  causa originária daquele título, salvo no caso de má-fé, surgindo caso em que se aplica a inoponibilidade das exceções ao terceiro de boa-fé.

Diante desse cenário, identifica-se com clareza a finalidade dos títulos de crédito, qual seja a circulação de bens e mercadorias e o endosso veio para trazer ainda mais força para a concretização deste objetivo.

Portanto, os títulos de crédito não são apenas instrumentos estáticos para receber e pagar mas sim uma grande máquina para a circulação de riquezas.

Futuro dos títulos de crédito 

O futuro dos títulos de crédito frente à modernização é adaptar os títulos para adequação à Era Digital.

Tal modernização não retira do título sua cartularidade, porém ela será convertida em dados digitais.

O avanço dos títulos de crédito é fundamental para acompanhar as relações entre seres humanos que a cada dia se tornam mais digitais, mais seguras e menos burocráticas.